Criamos um espaço muito acolhedor a pensar no seu bem estar, com terapias naturais, Tarot e os mais diversos produtos esotéricos. Marcação de consultas de tarot através do numero : 210994557 Avenida Marchal Craveiro Lopes nº96 C/D Carcavelos Ponto de referênçia: Rua dos Correios, perto dos Bombeiros. Qualquer questão: oxala.carcavelos@hotmail.com
Boa noite!Peço desculpa pelo atraso mas ficam aqui os meus mais sinceros parabéns!Que a grande energia do Pai Oxalá esteja sempre convosco e que vós a consigam transmitir a quem necessita!Um abraço de Luz
Desculpe a ousadia mas gostaria de o convidar para o lançamento do meu livro.
A autora Conceição Bernardino e a Editora Mosaico de Palavras, têm a honra de convidar V.Exas. a estar presente na sessão de lançamento do livro “Linhas Incertas”, que terá lugar no próximo dia 30 de Maio, pelas 15.00 horas, na Casa Museu Teixeira Lopes, na Rua Teixeira Lopes, 32 – V.N.G (perto da Câmara de Gaia).
Prefaciado pela Doutora Goreti Dias
Os textos de Conceição Bernardino não escapam à descoberta de um determinado ponto de vista, ou seja, ao inevitável pressuposto de um sujeito, já que não existe uma análise absolutamente neutra, sem indivíduo. Cada poema é uma situação de comunicação em que a subjectividade dá lugar à apresentação claramente incisiva de alguém que gira nas esferas de valores observadas e colhidas na sociedade, ciência, moral e arte, a reflexão de um acto de conhecimento da autora em contacto com o mundo real, as suas injustiças, guerras e desamores. (…)
A poesia de “Linhas incertas” tem uma força imagética que nos roça a pele e penetra a carne, uma magnitude que, poesia dentro, se faz a cada verso mais crua, mais real. A presença de predadores na esquina dos desprevenidos, dos simples e dos desprotegidos! Da passividade à actividade, o sujeito da enunciação instiga “Crentes do nada, do vazio, levantai a cruz,/que a morte cala todos os dias...” em “ Sexta-feira Santa”; as palavras oferecem-se à partilha da dor: “Sou um pedaço de carne/que atiram aos cães”, em “Retirem-me estes cadeados”.
A apresentação da obra será feita pela escritora Rosa Maria Anselmo
O chicote estalava na mão do feitor. O negros, escravos, gemiam de dor. Mas o açoite, sem dó nem piedade, Era manejado com toda maldade. E os escravos ali ficavam, Amarrados naquele tronco de sol a sol, Desnudos, esfaimados, Até que desmaiavam. Tantos e tantos sofrimentos... Tantos e tantos lamentos... Tantos e tantos gemidos de dor... E ali, amarrados, Ficavam os que se revoltavam Contra as maldades cometidas, Sempre em nome de um senhor. Um senhor cruel e déspota, Que se achava possuidor De todas aquelas pobres almas Que não lhe cantavam em louvor. Mas o nosso verdadeiro Senhor A tudo via, a tudo ouvia. E quando à senzala nós íamos, Entre cantos e rituais, Nos uníamos a Ele e pedíamos: Por favor, não nos deixe sofrer mais! Às vezes achávamo-nos esquecidos, Às vezes achávamo-nos seus filhos queridos, Mas sempre, por todo o sempre, Pudemos contar com o Seu amor.S